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18 de outubro de 2013

América Latina: 23,5 milhões de indígenas são afetadas pelas desigualdades étnicas e de gênero

Menos de 15% das jovens de 20 a 29 anos conseguiram terminar o nível escolar secundário em 7 dos 9 países analisados

Novo estudo da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) afirma que existem mais de 670 povos indígenas reconhecidos pelos nove Estados analisados e que ao menos 23,5 milhões de mulheres são afetadas pelas desigualdades étnicas e de gênero.
ONU
O documento Mulheres indígenas na América Latina: dinâmicasdemográficas e sociais no âmbito dos direitos humanos foi apresentado durante a XII Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, realizada nexta sexta-feira (18/10) em Santo Domingo, República Dominicana.
O relatório avalia a situação das mulheres indígenas no Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Uruguai. O estudo indica que as mulheres indígenas têm capacidades e potencialidades para agir como agentes de mudança e geradoras de bem-estar e de desenvolvimento sustentável de seus povos, mas sofrem discriminações de caráter econômico, étnico, de classe e de gênero, que se manifestam em múltiplas vulnerabilidades.